Mal Viver e Viver Mal de João Canijo estreiam em França a [11/10/2023]

Mal Viver e Viver Mal (Midas Filmes), longas metragns do premiado realizador português João Canijo estreiam em França a 11 de outubro de 2023 pela UFO Distribution em mais de 33 salas por toda França e em 31 cidades pelo país.

Depois da passagem de Mal Viver pelo Festival de Berlim (a primeira vez que um cineasta português teve naquele festival dois filmes a concurso, Mal Viver e Viver Mal), tendo João Canijo obtido o Urso de Prata/ Prémio do Júri. Os filmes estreiam agora em grande em França depois de terem sido exibidos em variados festivais internacionais.

João Canijo é um premiado realizador que começou a sua carreira como assistente de realização de realizadores como Manoel de Oliveira nos filmes: Francisca, Le Soulier de Satin; além de Wim Wenders e Werner Schroeter. A sua primeira longa metragem, Três Menos Eu foi o filme de abertura do Festival de Roterdão em 1988. Desde então realizou mais de 10 longas metragens, com as quais esteve presente regularmente em seleções oficiais de festivais internacionais como Cannes, Veneza e Toronto. Inúmeras retrospectivas foram feitas dedicadas ao seu trabalho, nomeadamente em Busan, La Rochelle, Buenos Aires (BAFICI), Galicia (CGAI/Cineuropa) e Cineteca Nacional de México.

Mal Viver é o filme central da dupla que o espelha, Viver Mal. No primeiro, o filme passa-se num hotel, onde temos como narrativa central a vida e relação de três gerações de mulheres da mesma família que gerem o espaço em decadência. Com a chegada da terceira integrante, Salomé (Madalena Almeida) a rotina da família é abalada, principalmente pela relação conturbada que sua mãe, Piedade (Anabela Moreira) tem consigo. O filme conta também com a presença de Rita Blanco (Sara) como a matriarca da família.

Em Viver Mal, João Canijo opta por uma outra perspectiva dos acontecimentos. Ao invés de seguirmos a história da família que gere o hotel, o realizador explora a relação dos hóspedes. O primeiro casal, Camila (Filipa Areosa) e Jaime (Nuno Lopes) vivem uma crise no casamento; o segundo casal composto por Graça (Lia Carvalho) e Alex (Rafael Morais) tem a sua relação acompanhada por Elisa (Leonor Silveira), mãe de Graça, que intervém numa dinâmica com uma já natural incompatibilidade; e por fim acompanhamos Júlia (Leonor Vasconcelos) e Alice (Carolina Amaral), um casal jovem que passa por um conflito de interesses, mas que é elevado a exaustão pela interferência de Judite (Beatriz Batarda), mãe de Júlia. Todas essas histórias vivem em paralelo no filme e remontam-nos com um olhar fresco as experiências das relações modernas e absurdas.

[10/11/2023]